sexta-feira, 8 de maio de 2015

Fio Vermelho



Fio Vermelho
No momento freqüento a dúvida
Passando sem motivo
Olhando em volta, rostos cheios de nada

Lama por todos os lados
Jogando dados com o universo
Eu vou indo
Fio,
será que você existe mesmo?
Esse vermelho estendido pela estrada
A caminho do amor desconhecido

Esperei tanto tempo
Com temor de perder
Oportunidades desperdiçadas
Para enfim te enxergar
Parece tanto que te conheço
E quando te pego me vendo,
Sei que pode me reconhecer

Fio vermelho
Nos ligando através do tempo
Agora estou cansado
Você está começando
Mesmo assim estamos juntos?
Que caso estranho de amor é esse
Entre um começo e um meio

No momento freqüento a questão
De sofrer por está só nesse mundo
Onde está você que prometeu que estaríamos juntos?
O sábio está ocupado
Amaldiçoando casamentos eternos
Desde o começo dos tempos,
Sempre estivemos juntos,
Tão só vou indo
Minha alma está perdida em alguma avenida vazia

Fio Vermelho
Amarrado forte no meu dedo
Seu fim é inalcançável
Seu começo é invisível
Um reencontro não é um acaso
Por ti vou respirando

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Descontrole

Descontrole
Juro que tentei
Não faça mais idiotices
Calada, acostume-se
Eu sou doente

Por favor!
Pare de rezar
Assim não consigo
Não envolva um além
Pois se eu sou assim
Não deve existir nada

Fica ai,
Tá com fome?
Precisa ser assim escuro
Você só sente
Mas quando eu sinto dói
Parte meu coração ver você
Mas nasci assim

Não faça essa cara
É possível voltar ao normal
Espero que consiga sobreviver
Eu queria não te machucar
Sério
Senta aqui perto

Mais um desvio
Teu corpo avermelhado
Minha ansiedade por liberar
Comove minha insanidade em tentar

Deixa eu sair de cima de você
Vou tentar te deixar
Mas não prometo
Não sei o que faço,
Próximo dia é torturante
Minhas calças estão apertadas

Descontrole
D.E.S.C.O.N.T.R.O.L.E
Não consigo
Vista sua saia
Ficará um pouco mais
Se não você
Será uma próxima
Traga-me o seu gosto

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Depois


O mundo é tão provocante
O mundo é repleto de histórias incompletas
O mundo é maravilhoso e infinito
Para quê almejar viver um sempre

O que é uma história completa?
Será um eterno?
Ou algo mais moderno?
Talvez uma mistura de intensidade

Minha história completa é o acordar
Toda manhã, quando abro os olhos, 
Tenho certeza que estou tecendo um milagre
As coisas vão se encaixando perfeitamente
Ninguém entende completamente
Mas o que senti durante o processo de me perder
Passou por cima de qualquer ambição de te ter

O novo dia vem até mim 
Como o grito pelo amanhã melhor
Já sentei em estradas vazias
Respirando o ar da noite solitária
Já quis conhecer melhor
Já conquistei aquele momento
Onde sonhei, porém, fui acordado
Uma dose chamada realidade

Não sei lidar bem com várias
Mas não me contento com uma
O inacabado é um vício
Com estigmas na garganta
Vou tentando te encantar
Resgato o brilho da novidade
Sendo o suficiente no próximo minuto
Encontrando hoje, permanecendo feliz até o depois
E o depois teima ser meu inimigo 

Estou sempre chegando
Chegando na vida de alguém
Chegando atrasado
Chegando atravessado
Chegando no resultado
Chegando, sendo amado
Chegando, sendo ignorado
Chegando no começo para, enfim, chegar um pouco mais

Minhas histórias completas são curtas
Minha precocidade ronda um outro
Pois estou em paz com minha loucura

Quantos dias mais virão até te encontrar?
Eu convivo com a verdade que não preciso
Respiro e isso me basta
Caminhar por entre pessoas
Reencontrando-as

Te quero bem
Te desejo um final feliz
E que o desejo de um final esteja ao longe
Te vi feliz e estou orgulhoso
Pois eu continuo nesse mundo
Não sei nada sobre ele
Mas certamente posso afirmar:
É questão de dias para nos vermos novamente

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Um outro


Compor gritos de desesperos
Não querer entender
O milagre de se deixar
O mundo pediu
Ninguém interviu
Coube a mim dividir
Ninguém proclamou
Meu choro de dor acordou
Um novo despertar

Aquela noite fria
Me tornei mulher
Assim como fui abençoada
Com o presente do amor

Pensei que fosse o suficiente
Eu e nós
Mas só disfarçava
Não havia prazer
Será assim? - questionei

Dois meses depois
Não entendia a solidão
De olhar o mesmo
Desconhecendo o outrora
Me isolei
Na realidade complicada
De ser parte de uma soma
Resultado de um encontro
Flor de um beijo
Nuvem de uma inocência

O dia traz responsabilidades
Humanizar o ato de encontrar
Respostas para tudo
Nenhuma dúvida restou
Quem um dia se apaixonou
Hoje vive a amar
A sua nova vida

Cuido só
Permaneço em guerra
Nos manter de pé
Equilibrando a delicadeza perdida
Olho o seu sorriso
Lembro-me
Era tão jovem
Sou
Que esqueci em qual parte da vida estou
Assim
Pois estou em todos
E nenhum
Sou mãe agora


Calma


Ontem estava confiante
Hoje me sinto com fome
Estou no deserto

Brilho contigo
Sem querer consigo
Sou
Com
Sonho
Aquilo que se quer

Olhei com atenção
Estou preocupado
Não saber o motivo da questão
Eis que pulei
Meu corpo dói
Me quebrei

As casas estão caindo
O céu escureceu
Furei o meu coração
Com o prego que roubei da sua bolsa

Agora tem um começo
Enferrujado
Eu perdi minhas asas
E, assim, minha calma
Estou pegando fogo
Pensava que tinha uma alma
Tenho que caminhar

Busco emitir
Que não me importo
Mas me importo em fingir
Que estou sorrindo

Me perguntaram se mudei
Insano
Eu completei
A última entrevista

Achava que não existia?
Mas eu vi
Ele nos espera
Afoito
Presta atenção
Vai sofrer como antes

Não ignore
Comemore
Está livre por agora
Mas não demora
Não obtemos
Calma
Todos afogaremos

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sabes que sei


Estava bem
Peguei o trem
Mais um dia
Trabalho e agonia

Mais um segundo
No seu mundo
Impaciente
Contundente
Te vi

Beira do cais
Penso: Não mais
Te quero
Espero
Não doer
Tento crer

Somos um
Para os outros comum
Ziguezagueando por nós
Rezo por um momento a sós
Que loucura - pensei
Só então reparei
Acabou

Estava tão bem
Agora estou sem
Só me resta voar
Tentando resgatar
o meu conformismo

Ontem passeei
Não encontrei
Aquela que me apaixonei
Observando de outra forma
Quem sabe há uma norma

Sabes que sei
Não sou um rei
Mas nessa escola
Que você enrola
Eu me ponho a ensinar
Como por pouco
Me deixei levar


Rir(emos)


Rio por rir
Riem de mim
Bobo assim
Eu ria de você
Risada enfim
Rindo e caindo
Ritmando o sorrir
Tão meigo sorrirás
Rio do seu riso
Eu deitando no chão liso
Sorrindo por te ver
Sorriso bobo por me ter